Peritos investigam as causas de tragédia aérea

Mergulhadores resgatam do Rio Hudson os corpos de sete das nove vítimas do choque entre um helicóptero e um pequeno avião

Correio Braziliense

Uma fatalidade. Essa era a única explicação, até o início da noite de ontem, para a colisão entre um pequeno avião e um helicóptero, que matou nove pessoas, incluindo cinco turistas italianos, em Nova York (Estados Unidos). Funcionários do órgão que regula a segurança dos transportes nos EUA consideram que é “cedo demais” para especular sobre as causas da tragédia. No momento do acidente, por volta do meio-dia de sábado, o céu estava azul e sem nuvens na Ilha de Manhattan. Eles disseram que o resgate dos corpos continua sendo a prioridade — o domingo terminou com duas vítimas ainda desaparecidas.

O choque ocorreu perto do lugar onde um avião da companhia US Airways, com mais de 150 pessoas, fez um pouso forçado no Rio Hudson, depois de aparentemente ter sugado aves para sua turbina. O incidente não causou mortes. Testemunhas disseram que o avião do acidente de sábado, um Piper Saratoga operado por Steven Altman, morto junto com o irmão e um sobrinho, se inclinou antes de colidir com o helicóptero. A asa do avião caiu, assim como os motores do helicóptero. Em seguida, as duas aeronaves se precipitaram na água. Destroços também foram lançados sobre Nova Jersey, na margem oposta do Hudson. Os investigadores continuavam procurando fotos e vídeos do acidente.

As autoridades descartaram definitivamente a possibilidade de que houvesse sobreviventes entre os nove ocupantes das duas aeronaves — cinco turistas italianos e o piloto viajavam no helicóptero. Até o fim da tarde de ontem, mergulhadores haviam resgatado sete corpos, ainda não identificados. Eles encontraram também a parte principal do helicóptero, um Eurocopter AS350, retirado das águas do Hudson. Os destroços do avião foram localizados por meio de um sonar.

Esse não foi o primeiro acidente do tipo em Nova York. Em 2006, o jogador de baseball Cory Lidle, do New York Yankees, e seu instrutor de voo morreram quando o monomotor em que viajavam atingiu um prédio. A nova colisão ocorreu em um percurso movimentado, em geral usado por aeronaves de passeios turísticos em dias de bom tempo, quando é possível avistar a Estátua da Liberdade. Os pilotos têm certa liberdade de escolher a trajetória, desde que permaneçam abaixo de 305m de altitude e longe dos prédios de Manhattan.

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