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Lula diz que Anac, Infraero e Aeronáutica têm de se responsabilizar por caos aéreo

Laryssa Borges - Último Segundo/Santafé Idéias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira, que os órgaões de controle da aviação civil têm de se responsabilizar pelos atrasos e cancelamentos de pousos e decolagens nos aeroportos. Reunido no final da manhã com os principais interlocutores no setor de aviação civil, determinou que todas as explicações sejam dadas imediatamente aos passageiros, já que "não é possível que se fique três, quatro horas no aeroporto e ninguém comunique porque o avião está atrasado".

"Determinei que em cada aeroporto importante a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Infraero e a Aeronáutica assumam a responsabilidade de fazer com que em cada vôo atrasado explique a razão, se é falta de tripulação, se é a passagem vendida que não tem avião, se não tem controlador", destacou o presidente em entrevista coletiva. "O mínimo que o povo espera é ser tratado com respeito. Não pode continuar isso", disse.

Lula, que pediu um relator dos recentes problemas nos aeroportos e das perspectivas para as férias escolares e o feriado de fim de ano, ressaltou também que as empresas devem assumir postura de maior transparência em relação aos passageiros.

A avaliação de interlocutores do governo é de que boa parte da responsabilidade diz respeito às companhias aéreas, já que, além da falta de pilotos, elas segurariam as aeronaves no solo até que todos os assentos sejam preenchidos. "Cada empresa que tiver um problema tem que comunicar o passageiro", explicou Lula. "Se o avião quebrou ou não quebrou, o passageiro merece respeito. Não podem deixar as pessoas quatro, cinco, seis horas esperando sem cuidar dessa pessoa".

Durante a reunião de hoje, o presidente recebeu um relato da situação nos aeroportos e a avaliação de que o momento atual é diferente daquele quando os aeroportos ficaram lotados por conta da operação-padrão dos controladores de vôo.

Participaram do encontro com o presidente os ministros Waldir Pires (Defesa) e Dilma Rousseff (Casa Civil), o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, e o comandante do Cindacta I, coronel-aviador Carlos de Aquino.

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