Especialistas cobram infraestrutura para aviação

Jornal do Senado

Especialistas ligados a empresas e instituições públicas destacaram ontem, na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), a importância do investimento para o crescimento da aviação regional.

Lançado pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2012, o Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos prevê a aplicação de R$ 7,3 bilhões para fortalecimento e ampliação da aviação regional. Na primeira fase, serão beneficiados 270 aeroportos regionais.

Para Victor Celestino, diretor da Azul, não é só a falta de infraestrutura aeroportuária que dificulta a ampliação dos serviços: a limitação da infraestrutura rodoviária, a inexistência de transporte ferroviário e o custo da utilização do automóvel encarecem as viagens dos passageiros e restringem a demanda.

Celestino destacou que todos os 105 aeroportos nos quais a Azul opera -necessitam de investimento, seja para aumento da capacidade, seja por questões regulatórias.

Wagner William de Souza Moraes, superintendente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), explicou que a falta de infraestrutura pode gerar riscos. Ele citou a pavimentação das pistas, a instalação de cerca patrimonial para evitar acesso e a proteção do entorno do aeroporto como requisitos essenciais para a segurança nas operações.

Representando o ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Moreira Franco, o assessor Mario Rodrigues informou que o Programa de Investimentos em Logística vai adequar 67 aeroportos do Norte, 64 do Nordeste, 65 no Centro-Oeste e 43 no Sul. Entre as mudanças realizadas, Mario Rodrigues destacou a implantação de novas pistas nos aeroportos e a reforma e ampliação das já existentes.

O representante do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Henrique Rubens de Oliveira, afirmou que a presença de aves na proximidade dos aeroportos é um importante fator de risco de acidentes. Grande parte dos municípios lançam resíduos em lixões que atraem os animais em busca de alimentos. Segundo ele, as aves já causaram vários acidentes e colocam em risco o tráfego aéreo, principalmente na aviação regional, que conta com aeronaves menores e, portanto, menos resistentes à colisão com animais.

O representante do Cenipa observou que o problema deve ser levado em consideração no planejamento da ampliação dos aeroportos.

— Com o aumento de tráfego aéreo, a expectativa é de que o risco de fauna irá aumentar e em aeródromos regionais também. Estamos abrindo novas rotas aéreas, isso é importante para o país, mas temos que tomar as medidas cautelares necessárias — destacou Oliveira.

O painel sobre aviação regional faz parte do ciclo Aviação Civil — gerenciamento, modernização, ampliação e principais óbices.



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