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Tecnologia não elimina risco de congelamento

O Globo

A Thales, fabricante francesa do tubo de pitot — sensor que mede, entre outros parâmetros, a velocidade do avião — do A-330 da Air France que caiu no Oceano Atlântico, deixa claro, na ficha técnica do equipamento, disponível em seu site, que a tecnologia empregada apenas “limita o risco de congelamento”. O fabricante explica que o problema é minimizado devido a um sistema de aquecimento e ao desenho aerodinâmico do equipamento. Além disso, a empresa afirma que um sistema de drenagem previne o acúmulo de água no tubo, que hoje pesa apenas meio quilo.

A empresa — que, segundo informa o site, opera em 50 países e tem mais de 60 mil empregados — trabalha com a Airbus desde que o consórcio da gigante da aviação foi criado, mas também vende seus equipamentos para outras companhias aéreas e para uso militar, em aviões, helicópteros e mísseis.

O tubo foi inventado pelo francês Henri Pitot no século XVIII, sendo modificado mais tarde pelo cientista francês Henry Darcy. Quando o pitot congela, a aeronave fica sujeita a variações bruscas de velocidade, como relatado em mensagens eletrônicas enviadas pelo A-330 que fazia o voo 447 e em outros acidentes aéreos.

O pitot integra um conjunto de sensores responsáveis por todas as informações externas à aeronave, que inclui ainda equipamentos como tomadas de ar estáticas.

 

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