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Autoridades britânicas liberam aviões da British Airways

A companhia aérea British Airways recebeu das autoridades sanitárias britânicas a autorização de voltar a utilizar os três aviões que tinham sido tirados de circulação por suspeita de contaminação com a substância radiioativa polônio 210. Em duas das aeronaves, a suspeita se confirmou. As autoridades que investigam a morte do ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko supõem que viajaram nesses aviões pessoas com as quais Litvinenko se encontrou antes de ficar enfermo.

Encontrada substância radioativa em aviões da British Airways

Investigações sobre a morte de ex-espião russo levam à identificação de traços de polônio 210 em duas aeronaves da companhia britânica. Riscos para a saúde de passageiros são mínimos, afirmam especialistas.

As investigações da Scotland Yard sobre a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko levaram à descoberta de traços da substância radioativa polônio 210 em dois aviões da companhia britânica British Airways. Polônio 210 é a substância que teria causado a morte de Litvinenko no último dia 23 num hospital de Londres.

Segundo os investigadores, foram encontrados traços "muito pequenos" da substância a bordo dos aviões. O risco para os passageiros seria mínimo, de acordo com a companhia e especialistas.

Ainda assim, a British Airways está pedindo aos passageiros que viajaram nesses aviões para entrar em contato com a companhia e consultar um médico. Cerca de 33 mil pessoas teriam viajado nas aeronaves afetadas. Em torno de 3 mil funcionários da empresa também deverão passar por exames.

Os dois aviões do modelo Boeing 767, que fazem o trajeto Londres-Moscou, assim como uma terceira aeronave também suspeita de conter substâncias radiativas não estão sendo utilizados pela companhia.

Düsseldorf e Frankfurt

Os mesmos aviões também foram utilizados onze vezes no trajeto entre os aeroportos de Düsseldorf, na Alemanha, e Heathrow, em Londres, entre 30 de outubro e 27 de novembro. As aeronaves também viajaram quatro vezes de Frankfurt a Londres entre 26 de outubro e 3 de novembro.

Especialistas afirmam que o risco para os passageiros que viajaram nas aeronaves é mínimo. Segundo eles, a substância só representaria um perigo caso fosse ingerida.

As investigações já levaram à descoberta de traços de polônio em diversos locais de Londres, entre eles o restaurante japonês Itsu, o hotel Millennium, o escritório do milionário russo Boris Beresovski e uma empresa de segurança privada.

O ex-espião russo esteve em todos esses locais, mas não fez nenhuma viagem de avião nas semanas anteriores à sua morte. Os investigadores supõem que os traços de plutônio 210 encontrados nos aviões tenham sido deixados por contatos do russo ou por um possível assassino.

Necropsia

A necropsia de Litvinenko começará nesta sexta-feira (1º/12). Até agora não se sabe quando e como o ex-espião russo ingeriu a substância. A data mais provável do envenenamento, segundo os investigadores, é 1º de novembro, dia em que Litvinenko se encontrou com russos e italianos em Londres.

Com as investigações ainda inconclusas, crescem as especulações sobre a morte de Litvinenko na imprensa européia. Os suspeitos incluem pessoas ligadas ao governo russo, ao serviço secreto da Rússia, exilados russos que vivem em Londres e pessoas do círculo de relações de Litvinenko. A polícia britânica não descarta ainda a hipótese de que o ex-espião tenha se envenenado.

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