Fechamento do Santos Dumont faz torcedores perderem jogo do Brasil

Grandes filas se formaram nos guichês das companhias aéreas devido a nevoeiro


Igor Mello | O Globo

RIO - O nevoeiro que atingiu a cidade na manhã deste sábado, atrasando em pelo menos duas horas o início das decolagens no Aeroporto Santos Dumont, provocou uma grande movimentação nos guichês das companhias aéreas, no início da tarde. Eram passageiros pedindo a devolução do dinheiro das passagens. Muitos tinham como destino a cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, para assistir à partida entre Brasil e Chile. A dona de casa Ana Staeni, que mora em Cuiabá mas está hospedada no Rio, tinha um voo da TAM programado para as 9h, mas não conseguiu embarcar.

— O nosso voo seria o terceiro do dia, mas só o primeiro saiu. Fui até o stand da Fifa e me informaram que não há devolução do dinheiro do ingresso. É uma decepção muito grande, porque era o último jogo da Copa que eu iria assistir e também o mais importante. Agora é tentar conseguir a devolução e procurar um lugar para assistir aqui mesmo — disse Ana Staeni.

Um grupo de mexicanos que tentava embarcar para Fortaleza, no Ceará, onde a seleção do seu país jogará contra a Holanda nesse domingo, estava apreensivo porque tinha conexão programada em São Paulo. Os mexicanos deveriam ter partido do Santos Dumont às 10h10m.

— Só queremos saber se conseguiremos partir, mas até agora (ao meio-dia) não conseguimos nada. Nem informação sobre a conexão. Estamos preocupados, porque temos reserva em hotel da cidade — disse Jorge Sanchez, de 35 anos.

Já Guillermo Campillo, de 28 anos, criticou o atendimento da companhia aérea:

— O atendimento foi péssimo. Cada pessoa fala uma coisa. Não sabemos o que fazer.

Compromissos cancelados

Além de torcedores que iriam assistir ao jogo em Belo Horizonte, passageiros que seguiam para outras cidades também reclamavam do atraso em voos. O casal Mariana e Daniel Prudente seguia para São Paulo, onde faria uma prova de proficiência em inglês. Eles acabaram perdendo o valor da inscrição, que custou R$ 500 para cada um deles:

— Não houve nenhuma ajuda. Pedi informações e os funcionários da companhia não foram muito educados. Falaram que o nosso voo estava no Galeão. Mas não nos levaram para lá, alegando que não havia transporte para todos — reclamou Daniele, enquanto o marido tentava cancelar a reserva em um hotel.

A professora Edilene Gonçalves, de 51 anos, estava desolada. Depois de planejar durante muito tempo, ela estava prestes a realizar “a viagem dos sonhos” com a família, para Cancún, no México. Ela planejava ficar no aeroporto durante todo o dia, se fosse necessário, mas já considerava certo perder um dia do pacote:

— Nós somos cinco e estávamos indo de férias para Cancún. Vamos ficar aqui o dia todo, porque o espaço áereo vai fechar por conta do jogo no Maracanã. Vamos ter que nos virar para comer e já perdemos um dia do nosso pacote — lamentava.


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