Governo vai vigiar preços na Copa

Segundo Gleisi, malha aérea pode ser ampliada durante Mundial para elevar concorrência

Luiza Damé - O Globo


BRASÍLIA- A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse ontem que o governo vai trabalhar para que os preços dos serviços durante a Copa do Mundo sejam justos, equilibrados e bons. Segundo a ministra, que comandou ontem a primeira reunião do Comitê de Acompanhamento de Preços, Tarifas e Qualidade de Serviços para a Copa do Mundo, uma das alternativas analisadas pelo governo é a ampliação da malha aérea nacional para aumentar a oferta de voos domésticos no período da competição.

— Isso está sendo analisado e conversado. A Secretaria de Aviação Civil está coordenando isso junto com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em um trabalho para preparar nossos aeroportos e considerar como vai ser dada a resposta à demanda que vamos ter por movimentação — afirmou.

Gleisi disse que o governo está monitorando os preços desde antes da Copa das Confederações, realizada em junho, e vem negociando com a Fifa, a operadora da Fifa e o setor de serviços, como empresas aéreas, rede hoteleira e empresas alimentícias. As primeiras que se reunirão com o recém-formado comitê serão as companhias aéreas, para discutir os preços das passagens e soluções para atender à demanda durante o evento.

— Temos um trabalho anterior à Copa das Confederações. Já temos grupos funcionando nos diversos ministérios e agora estamos unificando esse trabalho de forma mais integrada para focar nos problemas maiores, mas vínhamos acompanhando desde antes da Copa das Confederações — afirmou.

Segundo a ministra, o governo só terá um quadro mais preciso da demanda das companhias aéreas, da rede hoteleira e do consumo de alimentos após o sorteios dos ingressos. Ela disse que o governo está fazendo levantamentos prévios, conversando com a Fifa e com as empresas para ajustar a atuação dos órgãos federais.

— Temos levantamento prévios, mas teremos um quadro mais detalhado após o sorteio dos ingressos da Copa. Com isso vamos ter o fluxo de pessoas e deslocamentos no Brasil. Então vamos ter uma ideia da demanda por passagens aéreas e da rede hoteleira. Mesmo assim, já estamos fazendo pesquisa de campo, consultado, falando com a Fifa e empresas, porque queremos ter a certeza de que os preços praticados serão justos, e que não vão explorar o consumidor brasileiro, nem o estrangeiro, nem o turista que vier aqui assistir à Copa. Queremos entrar em acordo com essas empresas para que elas possam oferecer preço bom e justo — disse a ministra.

Gleisi disse que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, fez um levantamento nos preços das cidades-sede e verificou uma tendência de aumento por causa da Copa. Isso, segundo ela, ocorre quando há grandes eventos e aumenta a movimentação de pessoas. A ministra afirmou que o governo vai "tomar providências" para coibir abusos nos preços dos serviços.

— Se nós tivermos abuso de preços, o Estado vai tomar providências, sim. Vai utilizar tudo que tem ao seu alcance para que a gente possa ter um equilíbrio nos preços — disse.

Na primeira reunião do comitê, o Ministério do Esporte fez uma apresentação sobre o processo de venda dos ingressos, o sorteio das chaves, a definição dos jogos e a atuação da Fifa. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fez uma avaliação dos preços do setor aéreo e da rede hoteleira. O encontro, segundo a ministra, serviu para unificar as informações dos diversos setores e definir linhas de ação.



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