BNDES abre linha para jato executivo

Marli Olmos – Valor

De São José dos Campos

Os presidentes da GM e da Chrysler ficaram com suas imagens arranhadas quando utilizaram jatinhos corporativos para viajar até Washington, onde deveriam explicar os motivos de precisarem de ajuda financeira do governo americano para salvar as duas empresas da falência. Mas no Brasil, o governo parece convencido de que a aviação executiva merece até uma linha de crédito do BNDES.

Nos próximos dias, a Embraer fará a entrega do primeiro jato executivo financiado com recursos do Finame. A negociação com o governo levou cerca de um ano. "Nossas vendas mostram que na maior parte das vezes o jato executivo não é um artigo de luxo; trata-se de uma ferramenta de trabalho", afirma o vice-presidente para a aviação executiva da Embraer, Luis Carlos Affonso.

Para confirmar a tese, o BNDES liberou a linha do Finame para jatos somente para pessoa jurídica. A direção da Embraer acredita que o crédito mais acessível deverá elevar as vendas no país.

Mesmo sem levar em conta eventual interesse dos brasileiros pela linha do banco, a companhia já estima para os próximos dez anos médias de crescimento anual de 6,6% na venda de jatos executivos na América Latina, o que representa um total de 770 aeronaves em um década.

Os modelos mais baratos, que custam cerca de US$ 3 milhões, representam 52% das vendas na América Latina - o dobro da média mundial. Mas os mais sofisticados podem passar de US$ 40 milhões e até US$ 60 milhões. A Embraer também começou a vender os jatos em reais e o valor leva em conta o câmbio da data do fechamento do negócio.

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