Polícia indicia cinco por queda de helicóptero que matou filho de Alckmin

Investigações apontaram que falta de manutenção levaram ao acidente


Diário do Poder

A Polícia Civil de Carapicuíba, na Grande São Paulo, responsabilizou cinco pessoas da empresa Helipark, que faz manutenção de helicópteros, pelo acidente aéreo que matou o filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB) Thomaz Alckmin, de 31 anos, em abril de 2015. Na ocasião, o helicóptero em que ele estava caiu. Também morreram o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, de 53, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, de 42, Erick Martinho, de 36, e Leandro Souza, de 34. 


Governador comentou que conclusão do inquérito não vai trazer de volta Thomaz Alckmin, mas que é importante para evitar novos acidentes (Foto: Reprodução)

As investigações foram encerradas em novembro e concluíram que o acidente foi causado por falta de manutenção da aeronave. Três funcionários foram indiciados por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), porque não checaram o helicóptero antes da decolagem; um outro foi indiciado por falso testemunho, porque deu informações erradas sobre o tempo de voo; e o último funcionário foi indiciado por fraude processual, por apagar imagens das câmeras de segurança.

Alckmin disse nesta quarta-feira, 7, que a conclusão do inquérito não vai trazer seu filho de volta, mas é importante para evitar que acidentes como esse voltem a acontecer.

"Não vai trazer de volta o Thomaz, nosso filho. É importante para você evitar que os fatos se repitam. A lógica de uma investigação de acidente, seja aéreo, seja terrestre tem esse sentido, de você ter a investigação para verificar qual foi a causa e evitar que se repita", afirmou o governador após agenda no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no Morumbi, zona sul da capital paulista.

Resposta


Em nota, o Helipark disse que o inquérito baseia-se na premissa de que a aeronave decolou com um componente imprescindível ao voo desconectado, o que, segundo a empresa é uma "hipótese absurda do ponto de vista técnico".

"(É) equivalente a imaginar-se dirigir um automóvel com a barra de direção solta. Tratando-se de um helicóptero, o mero acionamento dos motores provocaria o tombamento lateral da aeronave ainda na pista", diz o Helipark.

O Helipark diz que aguarda a manifestação do Ministério Público Estadual e "segue convicta de seu absoluto comprometimento com as normas técnicas que regem a manutenção aeronáutica e acredita que a verdade surgirá, ao término de uma investigação efetiva e imparcial". (AE)



Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Avião de pequeno porte cai no mar em Paraty, na Costa Verde do Rio

American Airlines não leva brasileiros para réveillon em Nova Iorque

4 ficam feridos em pouso brusco de helicóptero na plataforma da Petrobrás