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Quem instruiu Boeing de passageiros a entrar na zona de conflito?

Peritos da Holanda divulgaram terça-feira o primeiro relatório sobre potenciais causas da catástrofe do Boeing da Malaysia Airlines na região de Donetsk, no Sudeste da Ucrânia. O documento aponta que a aeronave se desintegrou no ar devido ao impacto de numerosos objetos externos. Ao mesmo tempo, os especialistas não destacam quaisquer sinais de falhas técnicas ou de ações erradas da tripulação.


Leonid Kovachich | Voz da Rússia

O Grupo Internacional de Investigação da catástrofe do Boeing malaio assinala que as causas definitivas da tragédia podem ser estabelecidas só após um inquérito adicional.

Se pergunte como um avião comercial entrou em zona de ações militares? De acordo com as regras internacionais de segurança aérea, o Boeing da Malaysia Airlines deveria contornar o Sudeste da Ucrânia, disse em exclusivo à Voz da Rússia o vice-diretor do Instituto de Aviação Civil e de Controle de Transportes Aéreos da China, Sun Hong:

“O sistema de aviação civil integra um serviço de informação de voos. Em situação normal, o serviço de informação de voos de cada país deve publicar antecipadamente as indicações especiais ligadas à situação aérea por cima de seu território. Tal diz respeito em primeiro lugar às condições que possam influir diretamente na segurança de voos, por exemplo, no que se refere à alteração de algumas regras, a falhas de equipamentos técnicos, à realização de manobras, ao lançamento de mísseis, à provocação de precipitações artificiais para dispersar nuvens, etc. Teoricamente, qualquer zona de ações militares deve ser destacada como perigosa, no mínimo, ou até como proibida para voos da aviação comercial. Antes de cada voo, o serviço de informação de voos transmite à sua transportadora aérea o respectivo boletim informativo. Em conformidade com esse documento, está sendo elaborado um plano de voo, que se comunica aos tripulantes e se submete ao exame”.

O fato da parte ucraniana não ter transmitido a respectiva informação de voos é, na opinião do perito chinês, moralmente irresponsável, no mínimo. Se a parte ucraniana transmitisse no entanto tal informação (embora haja todas as razões de supor que isso não fosse feito) e a companhia aérea a recebesse, significa que funcionários do serviço de informação de voos não teriam corrigido a tempo o plano de voo, não referindo essa informação no boletim informativo, e a aeronave teria entrado na região perigosa. Tal fato é uma séria violação dos deveres de serviço dos respectivos funcionários da companhia.

Durante um longo tempo, várias mídias comunicavam que os Estados Unidos dispunham de dados de satélite que poderiam esclarecer a verdadeira causa da catástrofe. Mas a América não se precipitava em divulgar esses dados.

O vice-diretor do Instituto de Aviação Civil e de Controle de Transportes Aéreos da China, Sun Hong, vê duas potenciais razões pelas quais os Estados Unidos não tinham vontade de divulgar esses dados. Primeiro, tal não seria vantajoso para a parte ucraniana. Segundo, os EUA não estavam interessados em que o mundo conhecesse a disposição de seus meios de reconhecimento, sua precisão e outras caraterísticas técnicas.

Quanto às conversações entre a parte ucraniana e a tripulação, elas, possivelmente, não contêm alguma informação útil para a investigação das causas do desastre. Ao mesmo tempo, essas conversações foram registradas pelas caixas-pretas e o seu conteúdo será divulgado mais cedo ou mais tarde, apontou o vice-diretor do Instituto de Aviação Civil e de Controle de Transportes Aéreos da China, Sun Hong.




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