Aeroportos da Copa não têm 'padrão Fifa', têm 'padrão Brasil', diz Dilma

Presidente ironizou termo usado para definir padrão de qualidade da Fifa.
Ela voltou a dizer que reformas não irão atender exclusivamente ao Mundial.


Filipe Matoso
Do G1, em Brasília

Alvo de críticas por conta dos atrasos na conclusão das reformas de alguns dos aeroportos de cidades-sedes da Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (27) que as estruturas aeroportuárias brasileiras ampliadas para receber turistas durante o evento esportivo não são "padrão Fifa", e sim "padrão Brasil".

"O padrão Fifa é uma forma incorreta do Brasil tratar de algumas questões. Os aeroportos, por exemplo, não têm padrão Fifa, têm padrão Brasil, vocês vão me desculpar", disse a presidente, durante almoço no qual o PP formalizou apoio a sua tentativa de reeleição.

Durante discurso aos dirigentes do partido governista, Dilma voltou a dizer que as reformas nos aeroportos brasileiros não tiveram como objetivo exclusivo atender ao mundial da Fifa, mas também aos "113 milhões de brasileiros que viajam de avião" atualmente.

Na avaliação da chefe do Executivo, tanto brasileiros quanto estrangeiros poderão ter acesso aos "aeroportos padrão Brasil". Segundo ela, o legado que o Brasil deixará para os estrangeiros que vierem ao país assistir aos jogos da Copa será a imagem de um país hospitaleiro, civilizado e afetivo.

"Eles [visitantes estrangeiros] não levam aeroporto, estádio e nenhum projeto de mobilidade urbana realizado. Eles podem levar na mala a certeza de que somos um povo gentil, hospitaleiro, civilizado e afetivo. Isso eles podem levar e nós, eu tenho certeza, nós vamos fazer uma grande Copa, a Copa das Copas", observou.

Na semana passada, Dilma afirmou, durante um programa de rádio, que os aeroportos brasileiros "estão preparados" para receber os turistas da Copa. Apesar da declaração otimista de Dilma, o governo já reconheceu que as obras dos aeroportos de pelo menos quatro cidades-sede não ficarão prontas a tempo da Copa. Nos terminais do Rio (Galeão), de Fortaleza, Belo Horizonte (Confins) e Cuiabá, as reformas iniciadas para atender ao evento de futebol serão concluídas somente após o Mundial.

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