Aeroporto do Galeão é vulnerável no combate a incêndios

Locais em obras têm materiais inflamáveis e poucos extintores

Clarissa Pains - O Globo


RIO - Os locais das obras de revitalização dos terminais 1 e 2 do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim não contam com equipamentos suficientes de combate a incêndio. Uma equipe do GLOBO esteve nessas áreas no sábado e constatou que faltam extintores em número previsto pelas normas de Engenharia de Segurança do Trabalho. Uma reportagem, publicada no último sábado, mostrava que o aeroporto tem poucas câmeras de vigilância.

Várias salas de mais de 30 metros quadrados do aeroporto não têm extintores, quando o recomendado é que cada uma tenha pelo menos dois. Nessas instalações, ainda há equipamentos sem lacre. Além disso, caixas de hidrantes localizadas no Terminal 2 estão vazias, sem as mangueiras. Até mesmo as caixas da área externa do desembarque internacional do mesmo terminal, por onde circulam milhares de passageiros, estão nessa situação. Há ainda muitos fios soltos, pendurados no teto, o que aumenta o risco de um curto-circuito.

O vice presidente do Crea-RJ, Jaques Sherique, analisou as fotos feitas no aeroporto e apontou a ausência de mangueiras conectadas aos hidrantes como o erro mais grave. Segundo ele, a fase de obras é a que esconde maior risco de incêndio:

— Nesse período, há vários equipamentos que produzem centelhas. Se os cabos estiverem energizados, precisam estar sobre bandejas. Extintores, detectores de temperatura e sprinklers são fundamentais. Vamos enviar um fiscal ao aeroporto amanhã (hoje).

Em nota, a Infraero afirmou que existem 50 extintores na área em obras do Terminal 1, e 40 no Terminal 2. Segundo o órgão, o aeroporto tem “ um sistema de combate a incêndio eficiente, que inclui sensores de fumaça, sprinklers, extintores, hidrantes e uma equipe de bombeiros que atua 24 horas”. A nota afirma que as mangueiras dos hidrantes podem ter sido retiradas para manutenção.



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