da Folha de S.Paulo, em Brasília
No setor que controla o tráfego aéreo entre Brasília e o Rio de Janeiro, por onde passam muitas rotas importantes, o desfalque de operadores --um dos fatores do apagão aéreo da semana passada-- só está se complicando.
Dos oito controladores que deveriam estar trabalhando ontem, apenas três estavam no console do radar às 16h. O supervisor, um oficial superior, teve que tomar assento e passar a controlar vôos pessoalmente para que a situação não ficasse ainda pior.
Segundo a Folha apurou com controladores, o problema decorreu da falta de dois controladores da equipe do sábado --um quebrou a perna e outro teve problemas familiares, segundo a Associação Brasileira dos Controladores de Vôo.
Anteontem eles foram substituídos, mas a escala apertou e o problema se repetiu ontem.
Os 15 controladores que vieram para reforçar o centro de Brasília ainda não concluíram o treinamento no sistema. Eles têm de passar por um curso de 30 horas sobre o setor aéreo no qual irão trabalhar.
Mas ainda assim, isso será só um reforço para aliviar o esquema draconiano de escalas adotado pela FAB após o apagão aéreo da semana retrasada.
Segundo um controlador de plantão neste fim de semana, a situação no Cindacta-1 (centro de controle de Brasília) é "desesperadora". A escala de trabalho, que era de 18 dias em 30, passou para 12 ou 13 em 15 dias.
Assim, problemas aparentemente pequenos, como a falta de dois operadores, podem gerar atrasos. O feriado do meio desta semana, embora não tenha as características de um prolongado, pode colocar todo o esquema da FAB à prova.






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